quarta-feira, 8 de junho de 2011

Em meu Ventre

O amor de mãe nos dá o poder que nunca pensamos possuir, é amar sem ver, sem tocar, o cuidar por seu bem estar, preparar um mundo cor de rosa, para o ser amado embalar. Algumas mães não tem essa alegria e fica somente o vazio da perda, o desejo dos sonhos que nunca serão realizados. A ti meu Anjo, que estaria completando dois anos e dez meses, mamãe lhe ama hoje e sempre, e jamais nada nem ninguém poderá lhe substituir.











Em meu Ventre




Em meu ventre lhe acolhi

A sua dádiva aceitei

Com amor em meu ventre lhe embalei

Para ti sonhos doces eu sonhei

Jamais sonhei em lhe ver nas nuvens

Mas anjo doce se tornaste

A pairar por mim em consolo

Para a dor de um ventre vazio

Que o amor embalou

E hoje encontra o vazio

De uma vida sem cor

Para ti tenho apenas palavras de amor

De um peito consumido em dor

Que encontra consolo somente em teu louvor

Anjo doce que ilumina a escuridão do meu dia

Caminha comigo pela vida

Dá-me a certeza que no fim

Em teus braços repousarei

E assim a calidez do seu amor

Preencher o vazio do meu ventre partido

Pela perda que tu deixou.



^AngelP^

segunda-feira, 6 de junho de 2011

Apenas Um Acidente

Boa noite

A história de Pollyana continua, espero que estejam gostando, eu sei que gosto cada vez mais dela. Mas sou suspeita a falar, agradeço o apoio da minha inspiração que mesmo envolto nas minhas tempestades repentinas, sempre me apoia e incentiva. E a outra amiga que acompanha sempre, malvadinha tu está em meu coração.







Capítulo 3



Mas a conversa continua por horas, me sinto livre conversando com ele, temos tanto em comum e tantas diferenças, consigo descobrir que ele faz Educação Fisíca, tem 25 anos e se chama Miguel, me afirmou ser solteiro apesar de eu não entrar neste campo para perguntar, fui sincera e disse o mesmo. Mas tomei muito cuidado para manter nossa conversa em um nível pouco intimo, não o conheço e não posso me revelar, ele tem todas as descrições que ansiaria em um homem, um parceiro em potencial, mas como disse é somente uma ânsia que nunca vou concretizar, mesmo que eu queira, está além da minha capacidade me relacionar com alguém.

Conversamos até as quatro horas da madrugada, quando relutante me despedi, prometendo voltar a noite ou falar com ele pessoalmente na faculdade, ele me ofereceu uma carona, mas de uma forma a não levantar suspeitas tive que recusar, sou obrigada a voltar com meu irmão mais velho não tenho como fugir.
Passo o dia no meu estágio completamente alheia ao que acontece ao meu redor, apenas pedindo a Chronos para acelerar o tempo e permitir esses minutos de descanso da minha vida e me entregar em uma conversa agradável com um cara lindo e inteligente, mas o dia é sufocante e não me dá tréguas.

Corro para casa pensando no que vestir para encontra-lo na faculdade, rezando para não parecer uma desesperada em busca de atenção. Visto meu melhor jeans que se adere ao meu corpo fazendo-o parecer mais sensual do que de fato é, coloco um sueter branco e botas pretas, com o frio que faz sou obrigada a colocar uma jaqueta de couro, me olho no espelho e fico imaginando o que fazer com meus cabelos longos, cacheados e loiros rebeldes, mas depois de todas as tentativas desisto e faço somente um coque frouxo com uma caneta segurando o penteado. Com o rosto limpo e jovial ensaio sorrisos e gestos, e acabo me frustrando como sou patética por isso.

Entro sorrindo no saguão da faculdade, coisa que raramente fiz, alguns alunos me olham como se eu fosse um ET, me assusto e penso: "Sou tão invisível assim que realmente nunca me notaram além dele?". Percorro o saguão com olhar aflito, sinto medo que ele não apareça ou tenha me achado terrivelmente chata para uma segunda conversa. Continuo procurando quando o reconheço de costas para mim, aproveito a oportunidade de olhar seu corpo perfeito, as costas largas, as pernas fortes e com as bochechas em chamas o bumbum bem feito.

Estou tão absorta em minha análise que o encanto apenas se quebra quando reparo um par de mãos femininas começando a enlaçar o seu pescoço e afundar as unhas longas e vermelhas em seu cabelo castanho que parece ser tão macio, neste exato momento meu sorriso se desfaz, meus olhos ardem, e tenho a certeza que realmente não sou boa o suficiente para uma segunda conversa. Apenas me sinto estranha, como se perdesse algo muito importante, mas vou repetindo para mim mesma "Foi somente uma conversa de um dia, ele não é nada para você".

Mantenho este pensamento, e com o coração apertado desvio do local que ele está e caminho para minha aula, assisto as aulas, faço os deveres, tudo novamente mecânico, fico triste com esta constatação, pois a Arquitetura é uma das minhas paixões, faço com felicidade meus projetos e cálculos, mas hoje não.
Hoje é apenas mais um ato a ser feito e terminado, para que eu possa correr para meu recanto afastado do mundo que parece me perseguir disposto a me machucar. Na hora do intervalo fujo do refeitório como a covarde que sou, não quero encontrá-lo, uma vez que ele despertou minha visão, sei que vou procurar, então corro para a biblioteca e pego um livro de poemas sem notar o titulo começo a ler e me arrependo quando na primeira página me confronto com o Soneto da Separação de Vinicius de Moraes:

"De repente do riso fez-se o pranto
Silencioso e branco como a bruma
E das bocas unidas fez-se a espuma
E das mãos espalmadas fez-se o espanto..."

Estou absorvida pela leitura que não sinto sua presença, até que minha caneta é retirada dos meus cabelos me assustando com o cair pesado dos meus cachos pelas minhas costas, me viro e vejo aquele sorriso, sinto meu peito pequeno para meu coração que bate acelerado, ele me olha como se me visse por dentro, seu sorriso se desfaz e me pergunta:

- Te procurei no saguão e não te achei, passei na sua sala e tu estava tão entretida com os livros que não me viu, e também não foi ao refeitório, porque?

Suas palavras parecem tão inocentes e casuais, que me enchem com uma raiva que a muito tempo eu não sentia, ao mesmo tempo que sou dominada por um sentimento de posse que não tenho permissão para sentir, apenas reúno meus pertences, afasto a cadeira e olho em seus olhos com tanto ódio que ele simplesmente dá um passo para trás, como se sentisse o calendoscópio de emoções que passa por mim.

- Não gostaria de atrapalhar o encontro que tu estava tendo com sua guria no saguão, assim como uma hora na biblioteca seria muito mais proveitosa para mim do que sua companhia. - começo a me afastar quando ele pega minha mão, trazendo a tona todos aqueles sentidos despertados pelo seu primeiro toque. Mas a minha razão e raiva comanda neste momento, puxo minha mão de forma brusca e digo: - Nunca mais me toque, não chegue perto de mim e muito menos fale comigo, já tive minha cota de mentiras, então me poupe das suas desculpas.

Ele apenas me olha confuso, consigo sustentar seu olhar por alguns segundos antes de sentir meu olhos arderem, sei que devo me virar e fugir, essa sempre foi a solução fugir de cada potencial mágoa, de cada potencial amor. Minha vida já foi reduzida a nada, agora estou apenas reconstruindo um caminho e ninguém vai me impedir, nem mesmo ele.

Saio correndo não me importando com os olhares alheios, mas sentindo o olhar dele em minhas costas, rezo para que não me siga, quero apenas me esconder de tudo e me sentir segura novamente.



^AngelP^



domingo, 5 de junho de 2011

Profundos Encantos

Boa Noite para alguns, mas já bom dia para mim. A inspiração bate a minha porta novamente e não pude resistir, espero que tenha sido uma boa inspiração, meu professor e inspiração oficial aprovou, então espero que gostem.












Profundos Encantos



Olhos verdes de profundos encantos

Me faz esquecer os prantos

Me faz ver os encantos

De verdes pastos a explorar.

Desejos insanos de um mundo em prantos

Nesses olhos verdes de profundos encantos

Quero me deleitar.

Olhos verdes de profundos encantos

Me faz esquecer os prantos

Me faz ver os encantos

De novos sonhos a trilhar.

Olhos verdes de profundos encantos

Me faz esquecer os prantos

Me faz ver os encantos

Das estradas desta vida

Que caminham em direção destes

Olhos verdes de profundos encantos

Recheado de pecados insanos.






^AngelP^


Em Suas Veias

Boa tarde,


O amor é lindo, mas nem sempre ele vem repleto de felicidades, nos traz algumas vezes dor, dúvidas e medos, o que escrevi hoje reflete isso, porque nem sempre podemos ter o que queremos, e as vezes quando temos não sabemos como caminhar em harmonia ou solucionar os problemas.











Em Suas Veias



A dormência de um coração enfeitiçado pelo impossível

Que não percebe a doença que esta fixação traz a sua vida

Que não aceita a melhoria de uma vida distante e segura

Que não entende a necessidade de cura.

Sou doença a corroer seu organismo

Destruindo suas defesas

Enfraquecendo suas decisões e o tornando dependente de mim.

Aproveite este momento de lucidez

Caminhe para liberdade, encontre a felicidade

Pois esta não sou eu, sou apenas a dor

Que persiste em seu coração ferir

Não tome minhas dores para ti

Não as suporto sozinha, mas não as dividirei contigo

Para ti quero paz, quero sorrisos, quero abraços e beijos

Mesmo que seja para vê-lo se perder em outros desejos.



^AngelP^















quarta-feira, 1 de junho de 2011

Apenas Um Acidente

Boa tarde,

Dando continuidade a minha história, segue mais um capítulo, espero que estejam gostando, agradeço ao incentivo da inspiração, sempre elogiando e algumas vezes dando sua opinião de escritor. Sem ti eu não conseguiria prosseguir com tudo isso, espero que saiba a importância que tem em minha vida, seja da forma que for. And for you Jason, you support is unique to me, thanks.






Capítulo 2




"Cachos Dourados" aquele apelido vibrava na minha mente, assim como minha pele vibrava somente na lembrança de sua mão grande e quente envolvendo a minha pequena e fria. Tento afastar a imagem enquanto avanço em direção do meu quarto, a casa está vazia sem os risos alegres da minha sobrinha enchendo o ambiente de vida, ou o cheirinho de comida fresca que minha mãe parece estar eternamente preparando, acho que somente pelas duas que permaneço por aqui. Não me levem a mal, amo e adoro meu pai e meus irmãos, mas as medidas que eles utilizam de proteção para mim, muitas vezes beiram a crueldade.

Me resta somente aceitar, meu destino fui eu que procurei, e as consequências dos meus atos, tenho que pagar agora, então aceito simplesmente. Ao fechar a porta do meu quarto, finalmente me sinto em paz, querendo tirar do pensamento aquele sorriso indolente e cheio de confiança em si próprio.

Deixo a bolsa e casaco na minha cama e passo para o computador, acho que o lugar mais distante que uso para me aventurar no mundo, é a forma mais segura. Abro meu diário após passar por diversas senhas e segredos que uso para mantê-lo a salvo dos olhares curiosos, meu dia é basicamente o mesmo dos demais que se seguiram, não gosto de lamentar ou comentar minha sorte, apenas sigo. Mas hoje aquele toque e aquele sorriso estão gravados em minha memória e preciso relata-los, mesmo que seja para uma máquina:


"...a forma como sua mão que aparenta força e grandeza, como se pudesse dobrar o aço, tocou a minha com reverencia e calma, como se pegasse a pétala de uma flor com extremo cuidado para não machucar. Neste toque breve e singelo pude sentir meu corpo se aquecer e minha alma gritar por liberdade, me assustou, não posso mais sonhar com isso, mas ao mesmo tempo me encantou a sensação de paz e esperança que senti".


Após fechar tudo me arrumo e saio para a faculdade, sonho em construir, colocar meus sonhos no papel e dar o prazer de um ambiente perfeito e harmonioso para os demais, sou declaradamente a nerd da turma. Geralmente lembrada no final do semestre quando os demais estão em apuros e precisam de uma ajuda, isso não me incomoda, até porque não quero atenção deles ou piedade e me sinto feliz fazendo algum bem, já causei mal o suficiente para esta encarnação.

Novamente no refugio do meu quarto de frente ao meu computador estudando observo meu menssenger piscando, estranhando o fato, pois os contatos da minha lista já estão em casa e mal usam esse recurso para falar comigo, e meu chefe não costuma me incomodar este horário. Abro surpresa de ter um novo convite, não reconheço o endereço, mas fico curiosa em aceitar e descobrir quem é neste horário, ao aceitar o convite sou recebida com um:

- Olá moça dos Cachos Dourados!

Meu coração pula em desespero imaginando como em um dia ele conseguiu meu mesenger, e como tem a ousadia de me convidar a um bate papo?

- Oi vc... como conseguiu meu email? - Espero segundos que parecem décadas:

- Por aí, isso importa? ou te incomoda?

Penso em dar uma resposta brusca, mas a vontade de conhece-lo fala mais alto e fico sem saber o que dizer, mas acabo mandando o primeiro que me vem a mente:

- O que tu quer comigo?

- Somente lhe dar um olá tem algum mal nisso? quem sabe eu consiga até mesmo saber seu nome o que tu quiser me passar...

Eu não quero passar nada para ele, nem meu nome, nem meus sonhos, nem quem sou, devo esconder tudo isso, devo me proteger de quem quer que seja, não posso manter um contato assim, mas estou tão cansada de ser só, cansada dos dias mecânicos que vivo e que sei que estão em meu futuro, que resolvo me arriscar mais uma vez na vida, apenas rezando para que não me arrependa.

- Me diga como conseguiu meu mensenger que tiro suas dúvidas em relação a mim.

- Está bem Cachos, tu estuda no prédio F, apesar do seu jeitinho quieto já lhe vi antes, ou melhor por várias vezes no refeitório ou na entrada da faculdade quando está esperando lhe pegarem - a pausa que ele faz me angustia, e penso na velocidade da luz do porque um guri como ele reparou em mim? - e se as vezes tu desse o ar da sua graça no centro esportivo do seu prédio me veria jogando bola, então por fim moro somente a dois prédios abaixo da sua rua e conheço o Gael que é seu vizinho, então pra te achar on line foi só esperar.

Leio e releio sua mensagem, e continuo pensando o porque ele se deu ao trabalho de me procurar.

- Está bem, apenas não entendo o porque?

- Agora é sua vez de me responder Cachos...

- Meu nome não é Cachos é Pollyana

- Lindo nome mas continuarei com o Cachos, posso?

- Não, até mesmo porque esta conversa não irá se prolongar...




^AngelP^

domingo, 29 de maio de 2011

Chorosa Alma

Boa noite,

Muitas vezes em nosso caminho, cruzamos com várias pessoas mas apenas uma que apesar de todas as suas imperfeições consegue de forma especial nos cativar, nos levar por caminhos desconhecidos, para finalmente nos mostrar o que é o amor. Aprendi que o amor não está no toque, não está na posse está no ato de se doar. Mas ao nosso redor a felicidade incomodou, as barreiras se mostraram e várias batalhas foram travadas, entre a dor que poderia expor e a felicidade que ele poderia encontrar lhe dei a felicidade, então hoje é somente para você, que apesar de não compreender será melhor assim. Com amor simples assim P.




Chorosa Alma



A alma chora ansiosa por afago.

Procura entre o espaço o seu pedaço rasgado

Que embora foi para uma felicidade maior

Pois esta alma que chora na escuridão se isola

Para maiores feridas não expor esta alma luminosa

Que amor apresentou, que em seu peito se alojou

Que sua marca deixou.

Alma luminosa onde quer que for

Esta chorosa alma que somente implora

Que encontre seu amor, que seja tão delicado

Que dê tanto amor quanto há em meu peito que ficará guardado.

Pois esta alma que chora somente o bem lhe importa

A uma alma luminosa que somente a felicidade transborda

Somente o amor transmite e somente o sorriso conforta.

Alma luminosa onde quer que for, recorde a alma que chora

Que somente chora por não poder entregar

Este amor no peito que continuará a guardar.

A esta alma luminosa

Que por breve e intenso momento

Iluminou esta alma que chora.




^AngelP^


sábado, 28 de maio de 2011

Ludibriado

Bom dia

Agradeço aos que visitam meu blog e me estimulam a continuar este caminho, aceito com carinho e respeito todas as opiniões, e espero que voltem.




Ludibriado


Um coração apaixonado é cego

Desiste de tudo

Entrega-se por inteiro.

Espera somente a verdade,

O amor.

A entrega para uma alma só

Se formar.

Os olhos não vêem

Mas o coração sente

A certeza bate a porta.

A escolha foi feita

A entrega esperada,

Dói.

Queria apenas um tempinho mais

Precisava me acostumar,

Para a solidão voltar.



^AngelP^